Montag, November 9

depois,

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deixar-se invadir tal qual navalha cortes na carne, descontroles. Não há espaços para fugas, perdas do controle, estar ali e derepente estar em outros lugares, sensações, sonhos amultuados é isso mesmo, essa escrita obsessiva e repetitiva, bater sempre nos mesmos pontos, não assumir o que está mais embaixo, está sob seu nariz,linda linha contínue anda traços soltos agora um desconforto na pele, talvez não goste mais de habitar esses fracassos, talvez queira um pouco rir da vida. Não há espaços para elucubrações essas paixões repentinas sintomática - falam dos deuses todos, esquecem da respiração que cria um próprio deus habitando todas essas marcas seu pulmão sujo gás lacrimogênico sujeiras imensas facilidades... facilidades. ambições, praticidades, o pé batendo suave no asfalto, milhares de bolsos. Esquecer-se de viver essa parte amarga narrativas em terceira pessoa para quem?
falo aos poucos amoras selvagens e dispersas talvez estrague um pouco os relacionamentos sufoco o tempo perdido o tempo que se perde nas coisas - demora, situações limites, estar um pouco é conveniente, não mais que isso. exigir o tudo da pessoa - até estragar...?
estar sempre, estar inteira, colher os frutos verdes e deixá-los podres ao toque. juro juro não querer isso, não querer não é não fazer. estar sempre fraca é um saco

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Freitag, November 6

cansaço

Parece que estamos todos muitos sós, é preciso que criemos outros a partir das costelas. As nossas costelas criam constelações e aí nos jogam no hospício e nos enchem de remédios. 'Pára, minha senhora! Arranjemos macacos e pensamentos para você, espera um pouquinho só'. Eles fizeram-me criar o mundo a partir do nada, então desmoronei meu corpo e vi minhas costelas pulsando, sangue dor os meus dedos tocando os outros dentro de mim. Criei companias imensas 'Não é bom que o homem esteja só' ordenaram lá de cima. O Outro quis costelas muitas reproduzidas.
Companheiros nascem da costela e do ânus, o buraco negro. O cu as constelações eles não querem crer que existam ali. 'Pensamentos, querida'. Tá, eu entendi.
Fiz bagunça com o cu e a existência das costelas. A criação, Deus e o cu. Novamente, herege remediada por todos os pensadores e cientistas. Quando explicando da teoria, fizeram-me calar a boca, 

'que pobreza por Deus...'

Donnerstag, November 5

Apagos

Pôr um texto abaixo reescrevê-lo depois, preocupar-se com os tons nuances gramática estar esquecida do ofício tentar um abajur na floresta. Estive por esses dias lá na serra, colhi bons frutos durante minha estadia nesses lugares, lugares todos esses habitados nos meus todos anos - frutos colhi, repito. As catarses acontecem raramente, mas marcam. Estive num blockbuster acesso de raiva e aí pus tudo água abaixo - aconteceu, é verdade. Na escrita a gente tenta tocar um algo que a fala truncada, rimos, rastros de primavera não deixam. É fácil ver as pessoas não desencadearem nada, um máximo é gritar roco e risos depois - sinto-me útil em comunicar-lhes isso. Não basta pensar bonitezas, vivências muitas, mastigar e pensar 'não vivi isso, mas por deus!'
O trabalho é mastigar e engolir o vômito, não deixá-lo transbordar. Quem transborda o vômito carece. Engolir seco, vertigem, sentir abrir buracos no chão e quedas, fechar os olhos redemoinhos distâncias perder referências suor frio, enxaqueca ouvir a dor dos outros como quem vive a própria - sentir o estupro do outro. Boca seca medo de sair de enlouquecer de enfartar (loucura: queda abrupta buraco negro sem fim. Estar caindo todos os dias e não ter chão para pisar );
Para entender poesia se faz necessária a entrada na narrativa estômago socos e uma pele carcumida. Ler suspirar armar rasgos elogiosos tudo bem. Eu queria vocês todos neste lado, caindo também.

Donnerstag, Oktober 29

Atos

Ato 1 - como perceberam os ínfimos, gosto mesmo é dos amanheceres, dos sóis acordando passo largo longe na madrugada que se encerra. Corpo - campo vasto de sensações adormecidas noite adentro, agora um pouco mais puro no toque. Poros instáveis, sujeira e ar circulando, sonhos medo a carne exposta ao mundo sem proteção alguma. Sonhos muitos fluxo enxurrada passado-presente. Avós, tias, casa, deserto. Deserto a roupa largada e depois, bem lá encima, uma corda marcando o passo dos giros da terra. Acordou zonza e tocou levemente suas pálpebras. Mãos no pescoço olhos fechados agradeceu por estar viva.

Vestiu meias, sapatos, vestidos, calções, soutien.
À rua foi arremessada.

Sonntag, Oktober 25

Dostoiévski. Dedico minha primavera também à ti.




Dostoiévski - Anotações para 'Irmãos Karamazov'


"Com a força que sinto em mim, creio-me capaz de suportar todos os sofrimentos, contanto que me possa dizer a cada instante: "Eu existo". Entre tormentos, crispado pela tortura, mas existo! Exposto ao pelourinho, eu existo apesar de tudo, vejo o sol e, se não o vejo, sei que está lá. E saber isso já é toda a vida."



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Mais do mesmo.


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joios.

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Talvez num ponto escasso ela converta suas ideias em ações, tantas impotências, por deus... Escrever dedos soltos nas teclas era tão fácil, preferiria bater murros e arrancar palavras aos berros. Estar presente naquilo que chamamos 'dor da saída', inteira em seus porquês. Ela compreendeu perfeitamente a queda do poeta na janela, aquele mergulho corpo e pedras no rio. Sentou-se junto à escadaria, a cabeça caindo poços escuridões abaixo, 'queda livre, é isso enlouquecer? é a sensação de estar sempre sem um algo chão pisadas? loucos não pisam'. sentiu-se tragada por buracos abertos solo pegajoso, arrastar o corpo na lama dura e escura dessas razões tão fracas apresentadas. 'Bem sei eu que as palavras não brotam de um algo bater macio toque de seda. Bem sei eu amultuados caridades mendigações mediocridades fracassos  e umas sortes poucas para meia duzia de frases jogadas ao relento'. A boniteza fica ao olhos de quem lê. Todos os outros restos que constituem tais torpes palavreados, alimentar-se do joio oferecendo o trigo aos outros. Era esse o ofício do assassino? Oferecer a morte aos que temem? E se temem, por que?
Os outros continuam a travessia, pés colados nas estradas, sem muito espaço, contidas. Os nós travessias largas, pés no abismo ouro sujo carne venerada, desejada.
Comeu ela própria seus joios, certa de que algo bom aconteceria.


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Dienstag, Oktober 20

Tombo III

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A caminhada é experiência.  Raquel percebeu que inércia era o oposto de criação. Trancafiada no seu apartamento, olhar parado no horizonte branco estendido comprimentos a fio. Todos os horizontes encontram-se um dia, Deus lá sabe disso. Um rompante - queda brusca céu e inferno, e derepente estava ela sentada em antigas paisagens, cimentos de caminhos. Os passos, rastros todos imersos em possibilidades muitas, oeste, centro-oeste, coração, rim, tímpano, cegueira, cinismo, norte de sóis. Todoas estavam em si. O si mesma si própria, caída em farrafos na rua. Envergonhada ficou um pouco, enrubesceu, outros olhares nos dela; levantou-se desajeitada e pôs-se a traçar novamente seu trajeto.  O trajeto é também missão.  Missão doentia essa de percorrer o lodo, habitar todos esses traços encontrados, perder-se em caminhos opostos também pertencentes seus. O peso de cada passo, esmagando, moendo um pouco. Olhava amor, olhava rejeição, aquelas bestas estampadas nas folhas, repulsa, ódio, violência, escorrendo, desfacelando nas suas costas, cera quente corpo crostas dos maiores assimilos da história. Ela também matou Jesus na cruz, cuspiu na sua cara, sentiu fogo prazer o sangue do corpo fruto-bendito, amável, idolatrado, escarrado, pisado, sujo, morto. Prazer de impulso, sem saber porquês, penetras, lambes, uivos, vômitos, trepas com o próprio deus.
O caminho contínuo nas esquinas - um respiro.


Parou e de cara escadarias e cruz - igreja.
Passos a cima, à  porta foi levada,




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